Alfajor

É um prato típico da Argentina. São dois discos redondos de massa, recheados com doce de leite e envolvidos em chocolate branco ou ao leite. Os mais famosos são produzidos na Cidade de Mar Del Prata.

O doce mais tradicional da Argentina tem origem árabe. Ele nasceu na Andaluzia (Espanha), região que teve forte colonização árabe durante muito tempo. Seu nome vem de “Al-hasu”, que em árabe significa recheado. Originalmente ele era feito com amêndoas, mel e avelã.

No século XVIII, em Córdoba, nos conventos e nas casas religiosas preparavam um biscoito de formato quadrado, unidos entre si e cobertos de açúcar que chamava tableta. É um ancestral do Alfajor.

Ele sofreu diversas alterações até chegar na sua receita atual que usa farinha, açúcar, ovos, essência de limão e amêndoas.

O pioneiro dos Alfajores Argentinos foi D. Augusto Chammás (químico Francês), em 1869, que inaugurou uma pequena indústria familiar para confecção dos confeitos.

Das marcas existentes, a mais conhecida é a Havanna, sua produção teve início em 1947 e hoje eles têm loja em vários países. Hoje em dia, o alfajor é considerado tão importante como as carnes e os vinhos argentinos. Ele faz sucessos em todos os países Ibero-Americanos por conta da colonização Espanhola a tempos atrás.  No Brasil temos um doce muito parecido com o Alfajor chamado Pão de Mel.

Sustentabilidade na cozinha

A sustentabilidade, um assunto tão abordado ultimamente, não poderia ficar de fora da gastronomia, ou melhor, de dentro da cozinha. Os chefs e donos de restaurantes não querem comprometer nossas necessidades do futuro com ações de desperdício hoje em dia. A alimentação contribui muito para o desperdício, desde as produções agrícolas até as produções culinárias.

São pequenas ações que podem ser feitas até nas próprias casas para ajudar a evitar o desperdício. Como por exemplo, tampar a panela enquanto estiver esquentando a água para cozinhar algum alimento ajuda a economizar gás.  A água evaporada numa panela sem tampa acarreta num consumo muito maior do gás. Cozinhar em panela de pressão também é uma boa já que ela é muito mais rápida e economiza 70% do gás. Dá para fazer arroz, feijão, macarrão, carne e até peixe. É só aprender. Outra pequena ação é fechar a torneira enquanto estiver enxaguando as louças. Além de não exagerar no uso de detergentes, pois, mesmo os biodegradáveis, quando jogados nos rios em excesso, podem prejudicar peixes e bactérias.

Comprar produtos produzidos localmente pode reduzir até 1/5 a quantidade de energia necessária para seu cultivo e seu transporte. Já os produtos congelados consomem dez vezes mais energia para serem produzidos do que os frescos. Portanto eles valem a pena. Os produtos orgânicos devem ter prioridade, pois eles são produzidos em solos orgânicos que armazenam e absorvem uma taxa de dióxido de carbono muito maior do que o solo das fazendas convencionais.

Também é importante não colocar freezers e geladeiras na frente de fontes de calor, como o forno ou o fogão. A geladeira deve ser aberta o menor número de vezes possíveis, para gastar menos energia. Portanto é importante separar todos os ingredientes de uma receita de uma vez para evitar o abre e fecha desta.

Em um ambiente mais comercial é importante usar uma torneira com acionamento por pedal, pois este ajuda a controlar o volume de água que sai e a economizar. O óleo deve ser reutilizado e, em hipótese nenhuma, jogado no ralo da pia. Quando este tiver que ser desprezado, levar até um Ponto de Entrega Voluntário. Lá eles vão recolher todo óleo recebido e transformá-lo em sabão ecológico. Em São Paulo, o Instituto Triângulo trabalha com isso e tem Pontos de Entrega em várias Cidades.

Inaugurou em Dezembro de 2008 o primeiro Mc Donalds sustentável da América Latina. Ele se localiza em Bertioga, no Litoral de São Paulo. É o começo de um novo conceito, os “Restaurantes Verdes” que chegam para inovar e servir como exemplo. Os novos restaurantes do Mc Donalds irão privilegiar o emprego de energia limpa, reutilização e consumo consciente de água e uso de materiais naturais, recicláveis, renováveis e de produção regionalizada. Seus resultados são significativos. Eles permitem uma redução de 14% do consumo de energia e 50% do consumo de água.

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